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Direitos no trabalho
Trabalha com produtos químicos, pacientes, ruído, inflamáveis ou moto e não vê o adicional no holerite? Em até 24 horas você sabe se tem direito e qual adicional cabe no seu caso.
Insalubridade e periculosidade são dois adicionais pagos a quem trabalha em condições que prejudicam a saúde ou colocam a vida em risco. A insalubridade (10%, 20% ou 40%, conforme o grau, pela NR-15) paga a exposição a ruído, produtos químicos, calor ou agentes biológicos; a periculosidade (30% do salário-base, pela NR-16) paga o risco de vida com inflamáveis, eletricidade, segurança ou motocicleta. Eles servem para o trabalhador que não recebe o adicional, ou recebe menos do que deveria, e a prova é feita por perícia técnica (CLT, art. 195).
Definição
São valores pagos todo mês, além do salário, para compensar condições de trabalho que fazem mal à saúde ou que colocam a vida em risco. Eles aparecem no holerite como uma linha própria.
O adicional de insalubridade depende do grau de exposição definido na NR-15. O de periculosidade é fixo em 30% e vale para as atividades listadas na NR-16 e na CLT.
Se a empresa não paga, ou paga um grau menor do que o devido, a diferença pode ser cobrada com reflexos. Para outros problemas da rotina, veja os problemas comuns no trabalho.
A porcentagem muda conforme o grau de exposição. Na periculosidade, a conta é simples.
| Adicional | Porcentagem | Exemplo de cálculo |
|---|---|---|
| Insalubridade grau mínimo | 10% | 10% sobre a base de cálculo, em regra o salário mínimo |
| Insalubridade grau médio | 20% | 20% sobre a base de cálculo |
| Insalubridade grau máximo | 40% | 40% sobre a base de cálculo |
| Periculosidade | 30% | Salário-base de R$ 2.000: adicional de R$ 600 por mês |
A convenção coletiva da sua categoria pode prever base de cálculo ou porcentagem maior.
Sinais
Você pode ter direito quando o seu dia de trabalho inclui algum destes riscos e o adicional não aparece no holerite, ou aparece com valor menor.
Você manuseia produtos de limpeza pesada, solventes, tintas ou agrotóxicos.
Você cuida de pacientes ou lida com sangue, secreções e lixo hospitalar.
Você trabalha perto de máquinas barulhentas ou em cozinhas e fornos quentes.
Você trabalha com rede elétrica, combustível, gás ou explosivos.
Você faz entregas ou visitas usando moto durante o expediente.
O EPI não é entregue, não é trocado ou não serve para o risco que você enfrenta.
Passo a passo
São seis etapas pelo celular, com uma perícia técnica no meio do processo.
Retorno em até 5 minutos
Você preenche o formulário. No horário de atendimento, a Dra. Gisele retorna em poucos minutos.
No mesmo dia do contato
Você manda pelo celular holerites, fichas de EPI, fotos do ambiente e laudos, se tiver.
Em até 24 horas
A advogada confere o agente ou o risco, o grau provável e o que a empresa já paga.
Na conversa da análise
Você entende qual adicional cabe, os riscos e como a perícia vai acontecer.
Logo após a sua decisão
A advogada pede o adicional e as diferenças, acompanha a perícia ou tenta um acordo.
1 a 2 anos em média
Você é avisado de cada movimentação. Com recursos, de 3 a 5 anos; muitos casos terminam antes, em acordo.
Escopo
O atendimento cobre o caso do começo ao fim, da análise ao acompanhamento.
O que não está incluído
Riscos
Os riscos dependem principalmente do resultado da perícia. Todos são explicados antes de qualquer decisão, assim como as condições do atendimento.
| Fator | Como influencia | Exemplo |
|---|---|---|
| Perícia técnica | O laudo do perito tem grande peso na decisão | O perito mede o ruído ou avalia os produtos usados |
| Honorários do perito | Se a perícia for desfavorável, quem perdeu esse pedido pode ter que pagar o perito | Com justiça gratuita, a regra é avaliada conforme a decisão do STF |
| Equipamentos de proteção | EPI eficaz e com uso fiscalizado pode afastar o adicional | Fichas de entrega e treinamentos registrados pela empresa |
| Justiça gratuita | Quem tem justiça gratuita só paga despesas do processo se deixar de precisar dela | Regra confirmada pelo STF em 2021 (ADI 5766) |
| Pedidos negados | Se algum pedido for negado, pode haver honorários para o advogado da empresa sobre aquele pedido | Regra do art. 791-A da CLT, avaliada antes de incluir cada pedido |
| Acordo | Um acordo pode encerrar o caso antes, e você decide se aceita | 38% dos casos terminam em acordo na fase inicial, segundo o CNJ |
Guia prático
Este guia compara os dois adicionais, mostra as profissões que mais costumam ter direito e o que levar para a análise e para a perícia.
Os dois adicionais parecem iguais, mas pagam riscos diferentes, com porcentagens e bases de cálculo diferentes.
| Ponto | Insalubridade | Periculosidade |
|---|---|---|
| O que paga | Exposição a agentes que fazem mal à saúde | Risco de vida ou de acidente grave |
| Porcentagem | 10%, 20% ou 40%, conforme o grau | 30% |
| Base de cálculo | Em regra, o salário mínimo, ou a base da convenção coletiva | Salário-base, sem gratificações e prêmios |
| Norma | NR-15 | NR-16 |
| Exemplos | Ruído, produtos químicos, calor, hospitais, limpeza de banheiros coletivos | Inflamáveis, eletricidade, vigilância, motocicleta, radiação |
Quem tem direito aos dois recebe só o mais vantajoso (CLT, art. 193, § 2º).
A lista ajuda a reconhecer o seu caso, mas cada ambiente é avaliado na perícia. Estar na lista não garante o adicional, e estar fora dela não tira o direito.
| Profissão | Adicional possível | Motivo mais comum |
|---|---|---|
| Técnico de enfermagem e cuidador hospitalar | Insalubridade, em geral grau médio | Contato com pacientes e material biológico |
| Auxiliar de limpeza em locais de grande circulação | Insalubridade grau máximo | Limpeza de banheiros coletivos e coleta de lixo |
| Cozinheiro e auxiliar de cozinha industrial | Insalubridade | Calor intenso, avaliado na perícia |
| Frentista de posto de combustível | Periculosidade | Contato com inflamáveis |
| Vigilante e segurança patrimonial | Periculosidade | Risco de roubo e violência física |
| Motoboy e entregador de moto | Periculosidade | Uso de motocicleta no trabalho |
Estes documentos mostram o que você fazia, onde e com qual proteção.
Diferenciais
Na cobrança de adicionais, quem prepara bem a perícia aumenta as chances de o risco ser reconhecido.
No horário de atendimento, você recebe retorno em poucos minutos depois de enviar o formulário.
Em até um dia você sabe qual adicional pode caber e em que grau.
Quem analisa e acompanha o seu caso é a própria Dra. Gisele Santos.
Você sabe o que mostrar ao perito e quais documentos separar antes da visita.
Documentos pelo celular e audiências por vídeo quando possível, de qualquer cidade de São Paulo.
Desde 2010 na área trabalhista, sabendo como as empresas defendem seus laudos.
Áreas atendidas
Casos de qualquer cidade do estado são atendidos online, no TRT-2 ou no TRT-15.
Dúvidas
As dúvidas mais comuns de quem trabalha exposto a risco ou a agentes nocivos.
Conferir se recebo o adicional certoNão necessariamente. O equipamento de proteção só tira o adicional se eliminar o risco de verdade, e a empresa precisa fornecer, treinar e fiscalizar o uso (Súmulas 80 e 289 do TST). Quem confirma isso é a perícia.
Pode. O fato de a empresa não pagar a ninguém não significa que o direito não existe. A análise olha o seu ambiente e as suas tarefas reais. Veja a lista de casos comuns em insalubridade quem tem direito.
Não. A lei manda escolher o adicional mais vantajoso, e o TST confirmou que os dois não se somam (CLT, art. 193, § 2º). Entenda a comparação em diferença entre insalubridade e periculosidade.
A limpeza de banheiros de uso público ou coletivo de grande circulação, com coleta de lixo, dá direito à insalubridade em grau máximo, de 40% (Súmula 448, II, do TST). A limpeza de escritório comum, em regra, não.
Quem usa motocicleta para trabalhar tem direito à periculosidade de 30% pela CLT (art. 193, § 4º). A aplicação depende da regulamentação do Ministério do Trabalho, que é conferida na análise do caso.
A periculosidade é de 30% sobre o salário-base, sem somar gratificações e prêmios. A insalubridade, em regra, é calculada sobre o salário mínimo, salvo se a convenção coletiva da sua categoria prever uma base maior.
No processo, um perito de confiança do juiz visita o local ou analisa as condições e faz um laudo. O laudo da empresa, como o PPP e o LTCAT, ajuda, mas não substitui a perícia.
Pode. O adicional que não foi pago pode ser cobrado dos últimos 5 anos, com reflexos em férias, 13º e FGTS, se a ação for proposta até 2 anos depois da saída (Constituição Federal, art. 7º, XXIX).
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