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Direitos no trabalho

Direitos trabalhistas no dia a dia: assédio, horas extras e mais

Ainda está no emprego e algo não está certo? Veja quais problemas do dia a dia a lei protege, que provas guardar e qual caminho serve para a sua situação.

Você fala direto com a Dra. Gisele Santos.

Trabalhadora no intervalo do expediente anotando no celular os horários e problemas do dia

Os direitos trabalhistas do dia a dia são as proteções que a CLT e a Constituição garantem enquanto o contrato está em vigor: salário pelo trabalho que você faz, pagamento de horas extras, ambiente sem humilhação, carteira assinada e adicionais quando há risco à saúde. Quando a empresa descumpre uma delas, é possível cobrar o que faltou, inclusive sem sair do emprego. A Dra. Gisele Santos atende trabalhadores de todo o estado de São Paulo, 100% online, nos seis problemas mais comuns e em dois casos específicos: o PJ que trabalha como CLT e a doença causada pelo trabalho.

Serviços

Problemas no trabalho que a lei protege

Cada serviço trata de um problema diferente do dia a dia. Escolha o que mais se parece com o seu caso, ou peça a análise e a Dra. Gisele indica o caminho.

Comparativo

Como saber qual problema trabalhista é o seu

O serviço certo depende do que a empresa está fazendo de errado, e não do nome que ela dá ao problema. A tabela mostra os sinais de cada caso e o que pode ser pedido.

ServiçoSinal mais comumPrincipal provaO que pode ser pedido
Assédio moralHumilhação repetida pelo chefe ou por colegas, sem providência da empresaMensagens, áudios, testemunhas e um diário com datasIndenização por danos morais e, em casos graves, rescisão indireta
Horas extrasJornada maior que a do contrato, intervalo cortado ou ponto "britânico"Mensagens fora do horário, e-mails, localização e colegasHoras com adicional de 50% ou mais, com reflexo em férias, 13º e FGTS
Sem carteiraTrabalho com chefe, horário e salário, mas sem registroPagamentos via Pix, conversas, uniforme, crachá e testemunhasRegistro na carteira, FGTS, férias, 13º e verbas da saída
AcidenteLesão a serviço da empresa ou no trajetoCAT, atestados, laudos e fotos do localEstabilidade de 12 meses e indenização quando há culpa da empresa
AdicionaisExposição a agente nocivo ou a risco de vida sem adicionalPerícia técnica no local de trabalhoAdicional de 10%, 20%, 40% ou 30%, conforme o caso
Desvio de funçãoTarefas de outro cargo, mais bem pago, sem aumentoDescrição do cargo, ordens recebidas e colegasDiferenças salariais com reflexos

Um mesmo caso pode juntar mais de um problema, como horas extras e assédio. A análise mostra quais pedidos fazem sentido para você.

Passo a passo

Como a Dra. Gisele trabalha nos problemas do dia a dia

Quem ainda está empregado precisa de discrição. Por isso o atendimento é todo pelo celular, no seu tempo, sem a empresa saber.

  1. 1. Diagnóstico

    Você conta o problema e envia holerites, mensagens e fotos. Em até 24 horas a Dra. Gisele diz o que a lei garante no seu caso.

  2. 2. Estratégia

    Você entende se é melhor continuar no emprego, sair ou esperar, e quais provas guardar a partir de hoje.

  3. 3. Execução

    Com a sua decisão, a advogada prepara o pedido, calcula os valores e tenta acordo ou entra com a ação.

  4. 4. Acompanhamento

    Você é avisado de cada movimentação, em linguagem simples, até o fim do caso.

Diferenciais

O que muda no atendimento de quem ainda está no emprego

Quem continua trabalhando tem medo de retaliação e pouco tempo livre. O atendimento foi pensado para essas duas coisas.

  • Sigilo desde o primeiro contato

    A empresa só fica sabendo se e quando você decidir entrar com a ação. Até lá, tudo fica entre você e a advogada.

  • Atendimento fora do expediente

    Você envia documentos e mensagens pelo celular, no intervalo ou à noite, sem faltar ao trabalho.

  • Plano de provas para quem fica

    Você recebe a lista do que guardar, e como guardar, enquanto o problema ainda está acontecendo.

Guia prático

Ainda está no emprego? O que fazer hoje para não perder direitos

Quem ainda trabalha na empresa tem uma vantagem: pode juntar provas enquanto o problema acontece. Este guia mostra o que guardar, a conta que quase ninguém faz e os erros que custam caro.

A conta das horas extras que quase ninguém faz

Um exemplo simples mostra quanto tempo de trabalho fica sem pagamento quando a jornada passa do contrato todos os dias.

O exemplo

Contrato de 8 horas por dia. Você entra às 8h, sai às 19h e almoça em 1 hora: são 10 horas de trabalho, ou seja, 2 horas extras por dia.

Em 22 dias úteis, isso dá 44 horas no mês. Em um ano, cerca de 528 horas, o equivalente a mais de 2 meses inteiros de trabalho sem pagamento.

O que entra na conta

  • Cada hora extra com adicional mínimo de 50%
  • Reflexo nas férias com 1/3 e no 13º salário
  • Reflexo no FGTS e, na saída, na multa de 40%
  • Até 5 anos para trás, dentro do prazo de 2 anos

O que guardar a partir de hoje

Você não precisa ter tudo para pedir a análise. Mas o que você guardar agora pode ser difícil de conseguir depois de sair.

Documentos e registros

  • Holerites dos últimos meses, em PDF ou foto
  • Extrato do FGTS tirado do aplicativo FGTS
  • Prints do aplicativo de ponto, se houver
  • Descrição do seu cargo ou anúncio da vaga

Mensagens e testemunhas

  • Mensagens e e-mails enviados fora do horário
  • Áudios de conversas das quais você participou
  • Um diário com data, hora e o que aconteceu
  • Nomes de colegas que viram os fatos

Três erros de quem ainda está no emprego

São os erros que mais enfraquecem um caso que tinha tudo para dar certo.

Esperar sair para começar a guardar provas

Depois da saída, o acesso ao e-mail da empresa, ao ponto e ao grupo de trabalho costuma ser cortado no mesmo dia.

Usar o celular ou o e-mail da empresa

Provas guardadas em aparelho da empresa podem sumir. Mande cópias para o seu celular e para uma nuvem pessoal.

Assinar papéis que não refletem a verdade

Folha de ponto com horário que você não cumpriu ou recibo de valor que não recebeu pesam contra você depois.

Áreas atendidas

Advogada trabalhista para problemas no trabalho em todo o estado de São Paulo

Problemas de quem trabalha em qualquer cidade do estado são atendidos online: capital, Grande São Paulo e Baixada Santista no TRT-2, e interior no TRT-15.

Dúvidas

Perguntas frequentes sobre direitos trabalhistas

As dúvidas que mais chegam de quem ainda está no emprego e percebeu que algo não está certo.

Pedir análise da minha situação no trabalho

Posso buscar meus direitos ainda trabalhando na empresa?

Sim. A lei não exige que você saia do emprego para cobrar horas extras, adicionais ou diferenças de salário. O prazo de 2 anos só começa a contar quando o contrato termina, mas cada mês que passa pode tirar um mês antigo da conta, porque só os últimos 5 anos podem ser cobrados (Constituição Federal, art. 7º, XXIX).

A empresa pode me mandar embora se eu reclamar dos meus direitos?

A empresa pode demitir sem justa causa, pagando tudo o que a lei manda, mas não pode punir você por buscar direitos. Demissão por vingança pode ser levada ao processo como retaliação. A conversa com a advogada é sigilosa e a empresa não fica sabendo.

Como sei se o que acontece comigo é assédio moral?

Assédio moral é a humilhação repetida, não uma cobrança isolada. Gritos frequentes, apelidos, isolamento e metas impossíveis usadas para expor alguém são sinais fortes. Veja os detalhes na página sobre como agir diante do assédio.

Bater o ponto e continuar trabalhando conta como hora extra?

Conta. O que vale é o tempo em que você ficou à disposição da empresa, não o que está no cartão. Mensagens, e-mails e colegas podem provar o horário real. Entenda como cobrar as horas extras que não foram pagas.

Trabalhei sem registro. Ainda posso pedir a carteira assinada?

Pode, dentro de 2 anos depois de sair. Se havia chefe, horário, salário e frequência, o vínculo de emprego pode ser reconhecido com FGTS, férias e 13º (CLT, art. 3º). Veja como funciona o reconhecimento de trabalho sem carteira assinada.

Sou contratado como PJ, mas tenho chefe e horário. Tenho direitos de CLT?

Pode ter. O que conta é a rotina real, não o nome do contrato. O tema está em julgamento no STF (Tema 1389) e a análise considera a situação atual desse julgamento. Leia a página sou PJ mas trabalho como CLT.

A empresa não emitiu a CAT depois do meu acidente. E agora?

A CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) também pode ser emitida pelo próprio trabalhador, pela família, pelo sindicato ou pelo médico, no site do INSS. Guarde atestados e fotos. Veja os direitos em caso de acidente de trabalho.

Como saber se tenho direito a insalubridade ou periculosidade?

Depende do agente a que você fica exposto e da função, e quem confirma é a perícia técnica (CLT, art. 195). Enfermagem, limpeza com produtos químicos, frentistas e motoboys estão entre os casos mais comuns. Confira as regras de insalubridade e periculosidade.

Guias

Guias sobre direitos no trabalho

Os guias aprofundam cada problema do dia a dia com exemplos, checklists e prazos, escritos pela Dra. Gisele Santos.

Ver todos os guias desta área
  • Trabalhadora isolada pelos colegas em uma reunião de equipe

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    O que é assédio moral no trabalho: 12 sinais e o que não é

    Doze sinais de assédio e a diferença entre assédio e cobrança legítima de metas.

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  • Relógio de parede marcando 20h em um escritório ainda com gente trabalhando

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    Sem carteira assinada tem direito a quê? Lista completa

    A lista do que pode ser pedido e as provas que ajudam quem não tem nada assinado.

    Ver os direitos de quem trabalha sem carteira

Primeira análise do caso

Peça a análise da sua situação no trabalho

Conte o que está acontecendo no seu emprego. A Dra. Gisele retorna em até 5 minutos no horário de atendimento e, em até 24 horas, você entende seus direitos e o que guardar a partir de agora. Se preferir, use o formulário de análise do caso completo.

  • Retorno em até 5 minutos no horário de atendimento
  • Conversa sigilosa: a empresa não fica sabendo
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Escrito pela Dra. Gisele Santos, advogada trabalhista desde 2010 e responsável pela Gisele Santos Advocacia Trabalhista (OAB/SP nº 61422), com especialização em Direito e Processo do Trabalho. Atualizado em . Conheça a Dra. Gisele Santos.